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Completamos um mês!!!
Galera, acabamos de completar um mês de blog. E completamos em alto estilo. Ultrapassamos a marca dos 1.300 acessos (valeu Markão!), o que faz com que o nosso blog já se situe entre os sites com maior acesso em Juiz de Fora e toda a Zona da Mata. É um feito e tanto, ainda mais quando se trata de um espaço para se divulgar informações, promover debates, para se pensar.
Acho que ainda não temos muita noção do grande potencial nas nossas mãos e de onde isso tudo pode nos levar. Hoje, posso falar com certeza que é uma experiência de sucesso. Nesse grande leque de opções, li textos, sinceramente, excelentes, que poderiam ser publicados em qualquer jornal ou revista. Estou sentindo falta é de matérias, produtos de pautas e apurações de vocês.
Vamos transformar esse espaço num canal de informação, no nosso jornal, na nossa revista, no nosso meio. Tenho ainda gaveta de textos. Alguns estão mais atrasados porque não posso colocar tudo de uma vez, para que os artigos "blogados" tenham destaque por algum tempo. Peço paciência a vocês, mas peço também que continuem me mandando as matérias. Um período de vacas magras está chegando aí com as férias. Preciso de reserva.
Já temos dois grandes projetos encomendados, duas especiais: enviaremos correspondentes ao Paraguai e em Farroupilha (que chique!). Quem for viajar, me avise. Podemos fazer das férias uma pauta interessante. Quem quiser também poderá trabalhar comigo nas férias, sem compromisso. Podemos pensar pautas interessantes para serem feitas aqui mesmo em JF. Isso é jornalismo puro que, podem ter certeza, fará muita diferença na carreira de vocês. A oportunidade está aí - cabe a vocês aproveitar.
No mais, um agradecimento especial a todos os que participaram desse primeiro mês, aqueles que acreditaram, que se empenharam, que divulgaram, que escreveram. A galera do entusiasmo nem desconfia a grandeza do que está produzindo. Vocês fazem tudo valer à pena. Não vamos deixar a peteca cair.
Fiquem com Deus.
Escrito por Michael às 10h24
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Clube da banalização generalizada
Por Felipe Reis
O mundo moderno é assim. As pessoas são menos tolerantes. Não há limites. Hoje há uma nova forma de pensar, ou de não-pensar. O homem moderno, ao contrário do homem antigo, mas nem tão antigo assim, visa uma "pseudo-satisfação" de seus desejos e vontades, de uma forma um tanto quanto desmedida ou descabida ou até mesmo estranha.
A satisfação moderna se divide em pré e pós-satisfação e vem ligada à preocupação. Um exemplo claro disso é que o indivíduo moderno adquire seu objeto de desejo e não de necessidade, se pré-satisfazendo por tê-lo, pois ainda terá que pagar por ele. E quando termina, ele se pós-satisfaz por ter pago o que ele já possuíra. Não ocorre um real sentimento de satisfação. Ocorre também uma inversão de valores. Não importa apenas ser, mas sim ser conhecido e aceito, mesmo não sendo quem se é. Mas para isso, é preciso ter. Nunca existiu uma sociedade tão consumista como a dos dias atuais, até porque nunca foi preciso ter para ser, como agora.
Boa parte dessa mudança deve-se à mídia.
Nunca se pensou tão pouco. As utopias e ideologias inexistem. Elas foram substituídas por programas que espetacularizam o ser humano. O indivíduo moderno não se auto-interroga mais. Será que é isso que eu realmente quero? Por quê? É necessário? O que ele realmente quer é a aceitação do outro. Então, ele não é, ele tem. A pergunta não é “o que isso me acrescentaria?”, mas, “em que isso me acrescentaria?” . Nada, nem ninguém tem seu valor. Tudo é substituível, descartável.
E nessa preguiça de pensar, a mídia se tornou o nosso cérebro. O que queremos, é o que ela, de certa forma, nos impõe. Creio que a velha questão sobre quem desliga já tenha sido revelada. (Exceto para alguns poucos.) Para ser aceito, o homem moderno de tornou capaz de tudo. E, nesse meio, valores éticos que o guiavam até pouco tempo atrás foram esquecidos ou modificados sob uma visão menos humanística e mais mercadológica.
Não há respeito.
O que vigora agora é a falta dele. A morte não é mais sacralizada, ela é espetacularizada. Um espetáculo digno de ser visto e revisto e ainda aplaudido de pé pelos seus espectadores. Como tudo hoje em dia, virou arte para ser vendida. A velhice incomoda, não da mesma forma que outrora. Os idosos não são mais respeitados pelo seu saber, eles são desrespeitados por serem ultrapassados. A mídia é agora a detentora do saber, tornando o homem manipulado e manipulável. As regras e as autoridades perderam seu poder.
Não existem mais jovens engajados na vida política, talvez por faltar forças a esse poder para resolver problemas de desigualdade e dificuldades da vida social. Hoje é preferível eleger aqueles que souberam administrar bem seus negócios, talvez devido ao fato de que, nessa sociedade onde tudo é permitido, todas as figuras de autoridade parecem abusivas demais.
A entrada da mulher no mercado de trabalho mudou drasticamente a relação referencial da instituição social que está desmoronando : a família. As funções e atribuições do pai de família e da dona de casa são as mesmas, fazendo com que os filhos sintam uma dificuldade em identificar a figura masculina e a feminina. O sexo foi banalizado. Agora ele é uma necessidade e o desejo sexual é tido como uma atividade corporal. A corrida pela juventude perpétua gera um sentimento de desamparo, ansiedade e cansaço.
Vivemos uma cultura narcisista. E, até mesmo sem saber, você faz parte desse clube...
Escrito por Michael às 10h05
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